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15/05/2011

Obstáculos ao Avivamento

Só há uma obstáculo que pode bloquear o canal de bênçãos e frustrar o poder de Deus. Esse empecilho chama-se PECADO. O pecado é a grande barreira. Só o pecado pode impedir a atuação do Espírito e barrar o reavivamento espiritual. Precisamos derrubar essa barreira! Deus não operará enquanto houver iniquidade encoberta.
Em 2Crônicas 7.14 é dada uma promessa de benção, “[...] se o meu povo, que se chama pelo meu nome [...]”, declara o Senhor Deus, “[...] se humilhar, e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”. O pecado tem de ser totalmente abandonado. O inferno é feito de remorso, por causa do castigo ali recebido. Não há autêntica contrição, nem verdadeiro arrependimento. O remorso não é a verdadeira tristeza que conduz ao arrependimento. Judas, embora despedaçado pelo remorso, jamais se arrependeu. “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl 51.17). “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem confessa e os abandona encontra misericórdia” (Pv 28.13).
É muito comum que vejamos pessoas se ajoelhando perante o altar, invocando a Deus com aparente e profunda angústia de coração, as quais, no entanto nada recebem do Senhor. E também é experiência comum que grupos de pessoas se reúnam para noites de oração, pedindo a Deus que o reavivamento venha; no entanto, suas orações não são respondidas. Qual é a dificuldade? Onde está o obstáculo? Permitamos que a palavra de Deus nos forneça a resposta: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59.2). Dessa maneira, a primeira coisa que nos convém fazer é descobrir os nossos pecados. A seguir, compete-nos endireitar os nossos caminhos tortuosos, remover-lhes as pedras e os espinhos. Precisamos eliminar cada um dos nossos pecados. Para tanto, façamos a nós mesmo as perguntas discriminadas a seguir.
Tenho perdoados a todos? Há em mim alguma malícia, algum despeito ou ódio, violenta inimizade em meu coração?
Fico irado? Em meu peito ferve a cólera? É verdade que ainda perco a paciência?
Há algum resquício de inveja em mim? Quando alguém é preferido, e eu desprezado, sinto-me degradado, cheio de despeito? Tenho inveja daqueles que sabem orar, falar ou fazer muitas coisas melhor do que eu?
Perco a paciência e fico irritado? As pequenas coisas me irritam e aborrecem?
Sinto-me ofendido com facilidade? Quando os outros deixam de notar minha presença ou passam por mim sem dirigir-me a palavra, fico ofendido?
Há algum orgulho no meu coração? Fico soberbo?
Tenho sido desonesto? Nosso metro tem cem centímetros e nosso quilograma tem mil gramas? Trabalho oito horas honestamente? Pago um salário honesto a meus empregados?
Tenho sido bisbilhoteiro? Fiz fofoca de meu próximo com alguém? Tenho caluniado o caráter alheio? Ajudei a espalhar histórias falsas sobre outras pessoas e me intrometo em questões alheias?
Critico os outros sem amor, com violência e perversamente?
Roubo a Deus? Tenho roubado o tempo que pertence a ele? Tenho-lhe sonegado o dízimo?
Sou mundano? Eu amo as coisas deste mundo? Sou amigo do mundo?
Tenho furtado? Porventura tenho me apossado às ocultas de pequenas coisas que não me pertencem?
Mostro-me preocupado ou ansioso?
Tenho sido culpado de pensamentos sensuais? Permito que minha mente acolha imaginações impuras e ímpias?
Tenho sido mentiroso?
Tenho cometido o pecado de negligência na oração? Oro pelos outros? Quanto tempo dedico à oração? Quantas horas passo diante do computador ou da televisão?
Estou negligenciando a Palavra de Deus? Quantos capítulos da Bíblia costumo ler diariamente? Estudo a Bíblia? Amo-a?
Tenho deixado de confessar a Cristo abertamente? Sinto vergonha de Jesus? Mantenho a boca fechada quando cercado de pessoas sem Deus?
Sinto a responsabilidade pela salvação das almas? Tenho amor pelas almas perdidas?
Perdi o meu primeiro amor e não sinto mais aquecido pelo fogo de Deus?

“Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus [...]” (1Pedro 4.17).

28/10/2010

E. M. Bounds: Comece o Dia com Oração

Devo orar antes de ver qualquer pessoa. Com freqüência, quando durmo muito, ou me encontro com outros cedo, são onze ou doze horas até que eu comece a orar secretamente. Este é um sistema miserável. É anti-bíblico. Cristo levantou-se antes do dia amanhecer e entrou em um lugar solitário. Davi disse: “Cedo te buscarei”; “Cedo tu ouvirás minha voz.” A oração familiar perde muito de seu poder e doçura , e eu posso não fazer bem algum àqueles que vem ao meu encontro. A consciência sente-se culpada, a alma não alimentada, a candeia não está acessa. Então quando em oração secreta a alma estiver freqüentemente desafinada, eu sinto que é muito melhor começar com Deus — ver a face dele primeiro, pôr minha alma perto dele antes de pô-la perto de outro. — Robert Murray McCheyne.

Os homens que mais fizeram para Deus neste mundo dobravam cedo seus joelhos. Aquele que joga fora o início da manhã, sua oportunidade e frescor, perseguindo outras coisas ao invés de buscar a Deus fará pobre progresso no sentido de buscá-lo o resto do dia. Se Deus não é o primeiro em nossos pensamentos e esforços pela manhã, ele estará em último lugar no resto do dia.

Por trás do levantar cedo e cedo orar está o desejo ardente que nos preme no propósito de buscar a Deus. O sono profundo pela manhã é indício de um coração em sono profundo. O coração que é tardo em buscar a Deus pela manhã perdeu seu prazer por Deus. O coração de Davi ardia por buscar a Deus. Ele tinha fome e sede de Deus, e por isso ele buscou a Deus cedo, antes da luz do dia. A cama e o sono não puderam encarcerar sua alma em sua ânsia por Deus. Cristo almejou comunhão com Deus; e por isso levantava-se muito antes que fosse dia, e ia ao monte orar. Os discípulos, quando completamente despertos e envergonhados de sua indolência, sabiam aonde encontrá-lo. Nós poderíamos seguir a lista dos homens que impactaram poderosamente o mundo para Deus, e iríamos encontrá-los buscando a Deus cedo.

Um desejo por Deus que não quebra as cadeias do sono é algo fraco e fará muito pouco por Ele depois que tiver satisfeito completamente a si mesmo. O desejo por Deus que mantém a distância tanto o diabo quanto o mundo no início do dia nunca será escravizado.

Não é simplesmente o levantar que põe os homens à frente e os faz capitães nas hostes de Deus, mas é o desejo ardente que os instiga e quebra todas as cadeias da auto-indulgência. Mas o levantar-se traz alento, aumento, e força ao desejo. Se eles estivessem deitados na cama agradando a si mesmos, o desejo teria se extinguido. O desejo é o que os desperta e os faz curvar-se perante Deus, e isto atendendo e agindo em resposta à sua fé; aproximam-se de Deus e seus corações recebem a mais doce e completa revelação dEle; e esta força de fé e abundância de revelação os faz santos por eminência, e o halo de sua santidade chega a nós, e nós entramos no gozo de suas conquistas. Porém nos deleitamos com isto, mas não o executamos. Nós construímos suas tumbas e escrevemos seus epitáfios, mas não cuidamos em seguir seus exemplos.

Precisamos de uma geração de pregadores que busque Deus e o busque cedo, que dê o frescor e o orvalho dos esforços a Deus, e assegure de volta o frescor e a abundância do poder dele; que Deus possa ser para eles como o orvalho, pleno de alegria e força, através de todo o calor e labor do dia. Nossa preguiça por Deus é nosso lamentável pecado. Os filhos deste mundo são mais sábios do que nós. Eles estão nisto cedo e tarde. Nós não buscamos a Deus com ardor e diligência. Nenhum homem busca a Deus e não o segue firme, e nenhuma alma que o segue firme não o busca cedo pela manhã.

E. M. Bounds – Poder pela Oração

29/06/2010

E. M. Bounds: Homens de oração são necessários - Parte 2

Homens de oração são necessários


Os sermões de Paulo – o que eles eram? Onde estão? Esqueletos, fragmentados espalhados, sem rumo num mar de inspiração! Mas o homem Paulo, maior que seus sermões, vive para sempre, em plena forma, traços e estatura, dando forma à Igreja com a mão. A pregação não é senão uma voz. A voz do silencio morre, o texto é esquecido, o sermão desvanece na memória; o pregador vive.
O sermão não consegue se elevar acima do homem usando as forças que lhe dão vida. Homens mortos pregam sermões mortos, e sermões mortos matam. Tudo depende do caráter espiritual do pregador. Debaixo da dispensação judaica, o sumo sacerdote usava um diadema de ouro com letras compostas por jóias: “Santidade ao Senhor”. Então, cada pregador no ministério de Cristo precisa ser moldado e adotar como viga-mestre esse mesmo lema. É uma vergonha ímpar para o ministro cristão ver sua santidade de caráter e de objetivo se rebaixarem em relação ao sacerdócio judaico. Jonathan Edwards disse: “Prossegui avidamente na minha busca por mais santidade e conformidade com Cristo. O céu que desejava era um céu de santidade”.
O evangelho de Cristo não progride por ondas populares. Não tem nenhum poder de autopromoção. Ele vai adiante à medida que vão adiante os homens encarregados do evangelho. O pregador precisa personificar o evangelho. Mártires compassivos, intrépidos e de coração terno devem ser os homens que pegam uma geração e dão a ela forma para Deus.
A pregação mais aguçada e intensa do pregador deve ser ele mesmo. Sua obra mais difícil, delicada, laboriosa e completa deve ser consigo. O treinamento dos doze discípulos foi a obra grandiosa, difícil e duradoura de Cristo. Os pregadores não são fabricantes de sermões, mas fazedores de homens e fazedores de santos; e só está bem treinado para essas questões aquele que fez de si um homem e santo. Não é de grandes talentos, grandes conhecimento nem de grandes pregadores que Deus precisa, mas de homens grandes na santidade, grandes na fé, grandes no amor, grandes na fidelidade, grandes em favor de Deus – homens que sempre preguem sermões santos no púlpito, com a vida santa que daí resulta. Estes podem moldar um geração para Deus.
O homem que prega deve ser um homem que ora. A oração é a arma mais poderosa do pregador. Uma força todo-poderosa em si, que traz vida e força a tudo. O sermão verdadeiro é feito em um aposento recluso. O homem – o homem de Deus – faz-se em um aposento recluso. Sua vida e suas convicções mais profundas nasceram da comunhão secreta com Deus. A onerosa e lacrimosa agonia de seu espírito, suas mensagens mais solidas e doces foram obtidas na solicitude com Deus. A oração faz o homem; a oração faz o pregador; a oração faz o pastor.
O púlpito destes dias é fraco na oração. O orgulho da aprendizagem levanta-se contra a dependência da oração humilde. É demasiadamente freqüente a oração alcançar o púlpito apenas oficialmente – a execução de uma rotina de púlpito. A oração não é para o púlpito moderno a força vigorosa que era na vida ou no ministério de Paulo. Todo pregador que deixa de ter a oração como fator de peso em sua vida e ministério é fraco na obra de Deus e fica sem poder para projetar a causa de Deus neste mundo.

22/06/2010

E. M. Bounds: Homens de oração são necessários - Parte 1

Homens de oração são necessários

Estamos constantemente nos desdobrando, quando não nos esticando até o ponto de ruptura, para delinear novos métodos e planos, novas organizações que façam a Igreja progredir, assegurando maior disseminação e eficiência para o evangelho. Esse curso de época mostra a tendência de perder de vista o homem, ou de submergir o homem dentro do plano ou organização. O plano de Deus é trazer à tona o máximo que houver dentro do homem, bem mais dele do que de qualquer outra coisa. Os homens são o método de Deus. A Igreja procura métodos mais aperfeiçoados; Deus procura homens mais aperfeiçoados.

“Surgiu um homem enviado por Deus chamado João” (João 1.6). A dispensação que apregoou e que preparou o caminho para Cristo foi amalgamada naquele homem João. “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado” (Is 9.6). A salvação do mundo vem desse Filho deitado em manjedoura. Quando Paulo apela para o caráter pessoal dos homens que deitaram as raízes do evangelho no mundo, soluciona o mistério do sucesso deles. A glória e a eficácia do evangelho são uma aposta nos homens que as proclamam. Quando Deus declara que “os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração (2 Crônicas 16.9), está declarando que precisa e depende de homens que sirvam como canais pelos quais Ele exercerá seu poder no mundo. Essa verdade vital e premente é tal que esta era de maquinários parece estar apta a esquecer. Esse esquecimento é tão pernicioso para a obra de Deus quanto seria arrancar o sol de seu eixo. Trevas, confusão e morte seguiriam-se.
O que a Igreja precisa hoje não é de maquinário ou maquinário aperfeiçoado nem de novas organizações ou de mais e melhores métodos, mas de homens que o Espírito Santo possa usar – homens de oração, homens poderosos na oração. O Espírito Santo não flui por intermédio de métodos, e sim por meio de homens. Não desce sobre maquinários, mas sobre homens. Não unge planos, e sim homens – homens de oração.
O caráter do evangelho – e também sua prosperidade – está sobre os ombros do pregador.  Ele prefigura ou desfigura a mensagem de Deus para o homem. O pregador é o conduíte de ouro por meio do qual o óleo divino flui. O conduíte não precisa ser de ouro, mas tem de estar desimpedido e sem mancha, para que o óleo flua com abundância, livremente e sem desperdício.
O homem faz o pregador. Deus precisa fazer o homem. O mensageiro, se possível faz o sermão. Assim como o leite doador de vida, que provém do seio materno, não é senão a vida da mãe, também tudo o que o pregador diz é matizado, impregnado por quem o pregador é. O tesouro está em vasos terrenos, mas a composição do vaso pode impregnar w descolorir esse tesouro. O homem – o homem todo – é a razão por trás do sermão. A pregação não é algo que se faz durante uma hora. É o que naturalmente flui de uma vida. São necessários 20 anos para fazer um sermão, porque são necessários 20 anos para fazer um homem. O sermão verdadeiro é uma coisa da vida. O sermão desenvolve-se porque o homem se desenvolve. O sermão é vigoroso porque o homem é vigoroso. O sermão é santo porque o homem é santo. O sermão tem unção plena porque o homem está pleno da unção divina.
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